fevereiro 05 2020 0Comment

Setor Fotovoltaico: novas tendências da tecnologia!

O setor de energia solar fotovoltaica tende a crescer no Brasil nos próximos anos e a tecnologia fotovoltaica é um tema que deve ganhar destaque no futuro.

Dados mais recentes da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) mostram que da matriz elétrica brasileira atual, 1,4%, ou 2.474 MW, é composta por energia solar fotovoltaica e este número deve crescer no futuro.

Com o aumento na procura por sistemas de energia solar fotovoltaicos, os integradores precisam estar atentos às novidades do mercado para oferecerem o que há de melhor e mais moderno para os clientes.

Conhecer as tendências em tecnologia fotovoltaica é um importante passo para os profissionais que vêm na área uma oportunidade de trabalho.

Tecnologia fotovoltaica: o início de tudo

primeira célula fotovoltaica – componente que realiza a conversão da luz do sol em energia elétrica – foi criada pelo inventor americano Charles Fritts, em 1883.

Composta por selênio e ouro, o dispositivo tinha eficiência de apenas 1%.

Com o passar dos anos, a tecnologia fotovoltaica foi evoluindo e a primeira célula fotovoltaica comercial foi lançada em 1954.

Apesar da evolução apresentada nos últimos anos, a maioria das placas fotovoltaicas comercializadas no mundo ainda utilizam o silício na composição das células fotovoltaicas, já que ainda não foi possível encontrar materiais com maior eficiência.

Conheça as principais tendências em tecnologia fotovoltaica

Em busca de mais eficiência para o processo de produção de energia a partir da luz solar, diversas pesquisas estão em andamento mundo afora.

Cientistas trabalham em seus centros de estudos para criar componentes que transformem o atual modelo.

A projeção é que as novidades deixem os laboratórios e já estejam disponíveis para o mercado entre 5 e 10 anos.

Veja abaixo algumas das tendências que podem fazer parte do nosso dia a dia em breve:

Perovskita

Batizadas em homenagem ao mineralogista do século 19, Lev Perovski, as células solares de Perovskita são solúveis em uma variedade de solventes.

Assim, podem ser pintadas com spray em superfícies, da mesma forma como tinta e outros pigmentos.

Potencialmente mais baratas, estas novas células abrem um leque de novas aplicações, já que o filme captador de luz pode ser aplicado em uma variedade de materiais flexíveis.

A principal desvantagem até o momento das células solares de Perovskita está relacionada à solubilidade. A degradação do material acontece em um período de poucos meses, o que ainda não permite o uso em escala industrial.

Os estudos sobre o tema seguem em diversas partes e os cientistas trabalham para melhorar a estabilidade natural do material ou para criar algum tipo de revestimento que encapsularia as células.

Fotovoltaico Orgânico

As células fotovoltaicas orgânicas (Organic PhotoVoltaic, ou OPV em inglês) também podem ser impressas como um filme fino sobre uma base flexível.

Os polímeros, materiais orgânicos condutores, são os responsáveis pela ativação da energia solar na célula.

As OPV ainda mantêm problemas de estabilidade e a eficiência em laboratório não passou dos 13%.

Como vantagem, as OPV podem ser desenvolvidas de forma transparente, ou seja, podem ser aplicadas em vidros de janelas para servirem como painéis solares.