maio 17 2018 0Comment

Aneel aprova aumento de 42.8%

Aumento de 42,8% no valor da bandeira vermelha no patamar 2.
Foi aprovado, no dia 24 de outubro de 2017, o reajuste de 42,8% de aumento no valor da bandeira vermelha no patamar 2. A medida já valerá para o próximo mês, novembro. Com o reajuste, a taxa extra que antes era de R$3,50 passa a ser de R$5,00 a cada 100kWh consumidos. No caso da bandeira amarela houve redução de 50%. O preço que antes era R$2,00 passa a ser de R$1,00 a cada 100kWh consumidos.

Como era a metodologia adotada para a vigência das bandeiras tarifárias?
Atualmente, a maneira adotada para a vigência das bandeiras tarifárias, leva em consideração somente o preço da energia no mercado de curto prazo. Com a aprovação dessa proposta, o sistema passa a levar em consideração o risco hidrológico, um dos grandes problemas que geram um custo bilionário ao sistema elétrico.

Segundo a Aneel, o aumento da bandeira vermelha no patamar 2 se dá ao baixo nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, que são a principal fonte de abastecimento no setor elétrico brasileiro. Quando o nível de água nos reservatórios é baixo, é necessário ativar as usinas térmicas, essa medida tem como intuito reajustar os valores cobrados a fim de custear a compra da energia elétrica.

Como é determinado a bandeira vigente de cada mês?
Para determinar a bandeira tarifária vigente, a Aneel considera dois parâmetros de custos do sistema: o Custo Marginal de Operação (CMO) e o Encargo de Serviço de Sistema por Segurança Energética (ESS_SE). O primeiro reflete o custo do sistema para atender 1MWh adicional de consumo com a capacidade de geração existente. Já o segundo é o encargo setorial que cobre as despesas com as usinas acionadas fora da ordem de mérito (das mais baratas para as mais caras). Juntos, o CMO e o ESS_SE determinam a bandeira a ser adotada em cada mês. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) calcula mensalmente o CMO e decide o custo associado a essa geração e também se as térmicas serão acionadas ou não. A partir disso, a Aneel define a bandeira tarifária vigente.

Abaixo, imagem ilustrativa. Como funciona as bandeiras tarifárias:

Para o consumidor final isso é um problema.

Com essa nova metodologia, é improvável que a bandeira amarela entre em vigência. Tendo em vista que agora também é levado em consideração riscos hidrológicos. Isto é, as condições estarão favoráveis (bandeira verde), ou as condições estarão menos favoráveis e com risco hidrológico (bandeira vermelha). Como os níveis dos reservatórios hidrológicos estão baixos, e a expectativa de chuvas não suprindo o esperado, é provável que a bandeira vermelha continue por um bom tempo.

Quanto isso afeta na conta de luz?

Imagine uma empresa onde o consumo mensal da mesma é de 10.000kWh. Com o reajuste, a taxa extra será de R$500,00 ao mês. Já na bandeira verde, o custo mensal para essa empresa seria de R$7.000,00. Com o reajuste, o valor total da fatura seria R$7.500,00. Isso representa um aumento de 7,14% no valor total da fatura.

Há alguma saída? Gere sua própria energia.

Gerando a sua própria energia você estará pagando somente o valor de uma tarifa mínima, ficando livre de altos preços e pagando apenas o mínimo. Usando o mesmo exemplo citado acima: supondo que a empresa tenha uma entrada trifásica e possua um sistema fotovoltaico que gere 100% de seu consumo, o preço da fatura seria apenas o valor da tarifa mínima.

Para um sistema que gera em média 10.000 kWh por mês, o custo do kWh fica em torno de R$0,11. Muito mais em conta, não?

 

O uso de painéis fotovoltaicos é uma ótima solução para ficar livre de preços abusivos. Gere sua própria energia com a Solar eco energys  a solução perfeita para você.